quarta-feira, 9 de setembro de 2009

COLETIVA NO TJ

O relatório do Conselho Nacional de Justiça, a respeito da inspeção feita no Tribunal de Justiça da Paraíba, será dissecado nesta quinta-feira (10) pelo presidente do TJ, desembargador Luiz Sílvio Ramalho Júnior. A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça distribuiu a seguinte nota:
"A Coordenadoria de Comunicação Social do Tribunal de Justiça da Paraíba informa que o presidente do TJPB, desembargador Luiz Silvio Ramalho Júnior, concederá entrevista coletiva amanhã, quinta-feira(10), às 9h, no Salão Nóbre, 1º andar do Palácio da Justiça. A pauta é o conteúdo do relatório apresentado pelo Conselho Nacional de Justiça, resultado da inspeção realizada em unidades jurisdicionais, de primeiro e segundo graus, e na administração e finanças deste Tribunal nos dias 22 a 26 de maio".

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CNJ: UM FIO DE ESPERANÇA

Algo mudou, mesmo, neste país. Apesar da descrença generalizada, tenho alguns poucos motivos para acreditar que esse país começa a mudar, apesar da tentativa implacável de Lula e do PT em manter o Brasil sob o domínio do empreguismo oficial.
De onde vem minha constatação? Do relatório do Conselho Nacional de Justiça, divulgado nesta quarta-feira (9), sobre a inspeção feita no Poder Judiciário paraibano, quando constatou diversas irregularidades, com destaque para o excesso de funcionários requisitados e o nepotismo desemfreado, além do fato mais grave: a morosidade nas suas decisões.
O relatório do CNJ, evidentemente, não aponta essa ou aquela administração do TJ como responsável por tantos desmandos, colocando as constatações como resultado de uma cultura impregnada na funcionalidade, porque também elogia alguns aspectos positivos que foram percebidos no organograma funcional do Judiciário da Paraíba. Nem só de coisas negativas é composto um relatório, é óbvio.
Não se pode classificar o relatório do CNJ como uma “faxina” no Judiciário da Paraíba porque, com as mesuras que o Poder costuma fazer para fora e para dentro, não sobra espaço para radicalismos. A virtude está no fato de que há dois aspectos essenciais nessa ação:
- Um golpe no corporativismo, pois o Judiciário – ao contrário do Legislativo e do Executivo – costuma fechar-se numa redoma, como se a atividade judicante impusesse o pressuposto de divindade aos seus membros, o que é absolutamente falso e fantasioso, apesar de alguns assumirem atitudes que os colocam modestamente como mortais comuns.
- A transparência – o CNJ dá um “chega-pra-lá” na concepção de que todos os fatos relacionados ao Judiciário devam ser tratados interna corporis, isto é, não devem ser levados ao conhecimento da sociedade, pois a sociedade não tem nada a ver com o que acontece nos espaços dos tribunais, o que também é absolutamente falso pois é a sociedade que mantém não apenas o Judiciário, mas todas as instituições públicas, com os suados impostos.
Não se deve exacerbar nas comemorações, entretanto, porque não há garantias de que essas ações do CNJ possam mostrar, a curto ou médio prazos, um Judiciário estadual (e aí não se inclui apenas a Paraíba, mas o Amazonas, Minas Gerais e outros Estados que já passaram por inspeções) mais ágil, menos corporativo, menos “inchado” e livre do nepotismo. Foi, pelo menos, uma tentativa. Deus nos ajude de que outras possam vir.

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CHICO CARDOSO

Mesmo com algum atraso, devo saudar a presença do amigo Chico Cardoso nos microfones do radiofônico Correio Debate, como diz Ruy Dantas, para comentar política.
Chico, da velha escola do rádio sertanejo, fala como pensa e pensa como se deve falar: com simplicidade e objetividade neste universo de futilidades lingüísticas.
Esse resgate e o reconhecimento profissional dos velhos mestres nos dão a certeza de que, apesar dos cursos de Comunicação, é o talento que continua prevalecendo.
Aliás, o próprio Correio Debate – leia-se Ruy Dantas, Josival Pereira e Gutemberg Cardoso – tem todas as características de um bom programa feito por Chico Cardoso em qualquer emissora de rádio deste país.
Que Chico visite a Capital mais vezes.

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

E SHAOLIN “BATEU PINO”

O irrequieto e irreverente Shaolin, humorista de primeira grandeza, sucumbiu à pressão e teve que pedir desculpas ao prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, perante um juiz em Campina Grande.
O humorista dissera cobras e lagartos de Veneziano durante um show no hotel Garden e numa entrevista de rádio, mas não sustentou o que disse na frente do juiz e, assim como Pedro negou Cristo três vezes, Shaolin disse que pediria desculpas “três vezes ou mais” ao Prefeito.
Quer dizer, a esculhambação pública que Shaolin deu em Veneziano só serviu para aquele momento e, agora, virou uma piada.
Ô pino da gota, o do sr. Francisco Josenilton Veloso! Ou melhor, de Shaolin.

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DESTINO PARAÍBA

Chegamos ao mês de setembro, início da chamada “alta estação” e não se conhece (em níveis nacional e internacional) qualquer campanha das instituições oficiais de turismo – PBTur e secretarias municipais – nos principais pontos de desembarque de estrangeiros a passeio.
Quer saber a previsão de desembarques no país, neste ano da graça de 2009, segundo o Ministério do Turismo? 52 milhões de pessoas.
Quantos saberão que a Paraíba existe? Perguntar não ofende.

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