quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

CARNEIRO NA ACADEMIA

O ex-deputado federal e ex-prefeito de João Pessoa, Antônio Carneiro Arnaud, assume hoje mais um cargo de relevância.
Depois de vários anos sendo secretário da entidade, assume nesta quinta-feira (4) a presidência da Academia Paraibana de Medicina.
Carneiro completa, neste final de 2008, 50 anos da formatura em Medicina e sua turma deve se reunir esta semana em Porto de Galinhas (PE) para comemorar.
Carneirinho é uma dessas amizades que se deve preservar para toda a vida.

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SOLIDÁRIOS E EGOÍSTAS

A propósito de Carneiro Arnaud, que é presidente da Fundação Laureano, ele empreendeu uma viagem a Brasília em companhia do diretor do hospital, João Batista Simões.
Foram reivindicar verbas das cota da bancada de 15 parlamentares paraibanos – três senadores e 12 deputados federais – no Congresso Nacional.
Lá tiveram surpresas agradáveis e desagradáveis. Primeiro as boas: dos nossos 15 eleitos, 13 colaboraram pessoalmente para minorar os problemas do Laureano.
Dois dos nossos parlamentares, porém, não quiseram estender a mão para a entidade filantrópica que realiza trabalho memorável.
Deus está vendo.

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ERUNDINA, SURPREENDENTE

Carneiro Arnaud e João Batista Simões tiveram uma grata surpresa quando se encontraram com a deputada federal – paraibana, mas eleita por São Paulo – Luiza Erundina (PSB).
Ela não apenas liberou R$ 300 mil de sua verba de gabinete para o Hospital Laureano, como ainda justificou o fato.
Disse que, em uma das suas vindas a João Pessoa, conheceu o hospital onde uma parente sua fez tratamento e hoje desfruta de excelente saúde.

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NO DOS OUTROS...

Sempre tive profunda admiração pelo político Simão Almeida e votei nele em algumas oportunidades.
Desta vez, porém, não poderia deixar de manifestar a decepção com Simão por vê-lo patrocinando uma causa tão ingrata que é a de prejudicar benefícios conquistados pelos funcionários públicos estaduais.
Deixasse esse papel para outros políticos e não-políticos que estão acostumados a prejudicar amigos e inimigos, mas ele poderia se colocar no lugar de quem não tem o privilégio de receber salários da universidade para fazer política em secretarias municipais.
Se Simão pelo menos tivesse um mandato, ficasse diretamente envolvido com a causa, com direito a voto na Assembléia ainda não justificaria atitude tão antipática contra os servidores públicos.
Diz-me com quem andas e...

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

PSDB ABANDONOU CÁSSIO

O PSDB criou uma péssima fama desde o nascedouro, quando despontou no cenário político como costela desmembrada do PMDB: sempre ficar em cima do muro nas horas decisivas. É repleto de nhenhenhém, de não-me-toques, de colocar seus problemas na pasta do “aguarde-se”.
Olho no olho, o PSDB tem alguns quadros nacionais melhores do que o PT, do que o PMDB e, em relação ao PDT, PRP e PSB nem se fala. Por ser esse partido de vestais, entretanto, tem “n” divergências internas, nesse aspecto só perdendo para o PT que vive ancorado em tendência e mais tendências.
Esse episódio que envolve o governador Cásssio Cunha Lima foi um redemoinho que surgiu na Paraíba e, por via judicial, ganhou contornos nacionais numa época em que a chamada Grande Imprensa prefere acovardar-se nas discussões de alguns problemas e outros temas, pois todos os jornalões, revistas, TVs e outros penduricalhos sobrevivem quase exclusivamente dos cofres oficiais.
Não importa, aqui, o que pensa e o que faz o PT, o PMDB, o PSB, etc. Seja lá o que pensam e fazem esses partidos e suas lideranças, importa ver o que não dizem os tucanos a respeito de Cássio. Como sempre, o PSDB ficou em cima do muro e não deu a cara à tapa para defender um filiado importante.
O PSDB sabia do processo de cassação de Cássio Cunha Lima, tomou conhecimento do pedido de pauta para julgamento e não tomou nenhuma atitude. “Ele que se vire”, devem ter pensado os filósofos paulistas que dominam o PSDB. Agora, depois do leite derramado, do mandato de Cássio sobrevivendo graças a mais um instrumento jurídico, lideranças tucanas derramam-se em elogios, em solidariedade e outros salamaleques.
Quem apareceu para defender Cássio? O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, fez um discurso no Congresso como se estivesse participando de um funeral. Outro foi do senador Cícero Lucena que, como todos sabem, também não goza de qualquer simpatia da mídia nacional após a Operação Confraria.
Esse capítulo do PSDB pode ser encerrado recordando o que aconteceu com o então senador Humberto Lucena, alvo de uma ação do Ministério Público e com o mandato cassado por causa de um calendário impresso na gráfica do Senado. O Congresso Nacional aprovou o projeto de anistia de Humberto, que foi enviado á sanção do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, guru-mor do PSDB. Este esgotou o prazo constitucional para sancionar a lei que anistiava Humberto, deixando o documento para ser promulgado pelo próprio Congresso. Fernando Henrique havia sido peemedebista com Humberto. Simplesmente abandonou o paraibano á própria sorte.

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