sexta-feira, 6 de março de 2009

O PMDB RESSURGE

Durante os últimos anos a sede do PMDB, localizada na Duarte da Silveira em frente ao DER, foi praticamente abandonada pelos correligionários de Maranhão e Haroldo Lucena, só tendo movimentação quando aparecia uma ou estrela solitária do plano nacional.
Nas últimas campanhas eleitorais alguns comitês do PMDB – inclusive nas proximidades da sede – eram mais movimentados do que a casa peemedebista.
Alguns personagens talvez jamais serão vistos entrando ou saindo daquela sede. É o caso do ex-senador Ney Suassuna ou do ex-governador Garotinho, do Rio de Janeiro, nas suas andanças por solo paraibano.
Desde a investidura de Maranhão no Governo, porém, a sede do PMDB tornou-se a Meca de muita gente. Quase nunca se via um automóvel naquele local e, agora, praticamente não se encontra espaço para estacionar um carro de mão.
Por essas e outras se percebe o ressurgimento do PMDB da Capital, que andava encolhido e sorumbático, mas que parece ter parentesco com a Fênix.
Tucanos e socialistas que se cuidem.

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A TRÉGUA SOCIAL

Nem tudo está perdido: no meio de todo esse turbilhão de mudança de Governo é salutar se ver que nem todos os envolvidos têm ambições políticas e, por isso, não se agridem.
As declarações da nova presidente do Cendac, Teresa Alice Bezerra Cavalcanti, cunhada do governador José Maranhão, serviram para realçar esse aspecto.
Ao conversar com os repórteres, na manhã desta sexta-feira (6), a irmã da desembargadora Fátima Bezerra disse sem meias palavras que encontrou “a casa arrumada” e que tudo faria para dar continuidade ao que encontrara de bom.
Que sirva de lição a saintes e entrantes que vivem se alimentando – e à política – de mesquinharias, fuxicos e maledicências.

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30 DINHEIROS

Feio, muito feio, mas feio mesmo o comportamento de um conhecido radialista de João Pessoa que correu aos bastidores do novo Governo para futricar contra colegas que atuam em assessorias de Comunicação.
Felizmente os ouvidos ficaram moucos para o rapaz que terminou sem levar o que queria e ainda vai amargar a reprovação de alguns que, conhecedores do epísódio, o tinham na conta de um sujeito ético e sem desvios de caráter.

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A NOVA REALIDADE

O novo diretor-presidente da Cinep, João Laércio, volta à casa, mas com a visão voltada para as mudanças que ocorreram na Paraíba, no Brasil e no mundo nos últimos anos.
João me disse nesta sexta-feira (6) que só dentro de duas semanas é que poderá começar a projetar o futuro da estatal responsável pelas políticas de desenvolvimento industrial do Estado.
A área industrial é sensível a qualquer oscilação da economia e se os reflexos desses problemas são intensos num corpo musculoso como São Paulo o que não se dirá da situação da situação da indústria paraibana.

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terça-feira, 3 de março de 2009

OPINIÃO

ENTRAMOS – OU NÃO – NO PAC?
Ao que se saiba, não há mais motivos para o Governo Federal discriminar a Paraíba. A redução da participação paraibana no PAC nunca foi muito bem explicado pelos aliados de Lula no Estado, mas até o mais imberbe observador sabe que isso decorria do fato de se ter um Governador tucano e uma dupla de senadores da oposição.
O Governo Lula tem sido generoso na distribuição de obras e serviços em Estados que não têm importância econômica na região maior do que a que imaginam ter a Paraíba. O Piauí e Sergipe foram contemplados com uma dinheirama que nunca tinham visto antes, para não falar nos maciços investimentos feitos no Ceará, em Pernambuco e na Bahia.
Agora que a Paraíba tem um Governador do PMDB, o que dirão Lula e Dona Dilma no momento em que o novo administrador paraibano bate à porta do Planalto? Com a experiência adquirida em 50 anos de política e dois mandatos de Governador já exercidos, Maranhão sobe o elevador do Planalto amparado por uma força que o PMDB nunca teve para fustigar o Presidente de plantão.
O Governador da Paraíba não esperou a poeira baixar para ir em busca dos recursos federais, principalmente do PAC. O problema é que o programa de aceleração engendrado por Dona Dilma está patinando em dívidas. O dinheiro existe no Orçamento, mas não sai do cofre federal.
Tudo indica que a Paraíba, governada por um tucano ou por um peemedebista, continuará recebendo apenas as migalhas que caem da mesa do PAC. Isso porque o peso eleitoral do Estado – com pouco mais de 2 milhões de eleitores - numa disputa como a que Dona Dilma poderá enfrentar em 2010 não representa lá muita coisa e não haveria nenhum preconceito numa possível avaliação dessa natureza, mas a cruel realidade.
Há, ainda, um problema adicional: não temos mais o trator Ney Suassuna batalhando por novos recursos para o Estado. Definhado pelo escândalo das sanguessugas, Ney agora fará falta ao lado de Maranhão para tentar recuperar o tempo perdido.
Resta, portanto, torcer para que Maranhão obtenha êxito na sua peregrinação pelos sombrios gabinetes do Palácio do Planalto e da Esplanada dos Ministérios. Essa é a sina dos pequenos: viver de pires na mão à espera de que o barulho de uma moedinha possa gerar uma festa.
Deus tenha piedade de nós.

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