quinta-feira, 14 de maio de 2009

OS PEDIDOS DO DEPUTADO

Começa a ganhar corpo, dentro do Governo, a idéia de que o deputado Márcio Roberto, mesmo filiado ao PMDB, está sendo um dos melhores representantes do esquema cassista que deixou o Palácio da Redenção.
Esta semana, por exemplo, foram descobertos alguns pleitos do parlamentar para o Interpa, contemplando aliados políticos do ex-governador Cássio Cunha Lima.
Em outra secretaria há, também, pedidos em favor de parentes do ex-deputado Biu Fernandes, filiado aos quadros do PMDB.
Sem contar pedidos, na Infra-Estrutura, para nomeação de aliados de partidários de Cássio na região de Catolé do Rocha.

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MARANHÃO VOLTA À GRANJA

O governador José Maranhão vai deixar a casa onde passou a residir, no Altiplano do Cabo Branco, para voltar a ocupar a Granja Santana, a residência oficial e um dos recantos mais bucólicos da Capital.
Por inspiração de João Agripino, que a inaugurou, vários governadores a ocuparam no exercício do mandato, exceto Cássio Cunha Lima, que preferiu residir num apartamento no Jardim Luna.
Há quem diga que o então Governador – hoje cassado – não foi morar na Granja Santana porque tinha medo de alma, mal do qual padecem também o jornalista Agnaldo Almeida e o ex-deputado federal Inaldo Leitão.


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O RICO E O POBRE

Pouca gente percebeu, mas uma coleguinha de batente argumentava esta semana, com justa razão, que o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB) faz uma administração para os ricos e outra para os pobres.
A faraônica Estação Ciência, encravada no Altiplano do Cabo Branco, que enfeita os sonhos babilônicos do alcaide, foi erguida no tempo recorde de oito meses e já sofre uma enxurrada de críticas por causa do uso de sonrisal em meio à argamassa.
As obras de recuperação do Mercado Central, cantadas em verso e prosa no início da atual administração de João Pessoa, encontram-se inacabadas e não passam de um monte de entulho e desculpas para perseguir os barraqueiros.
A mesma coleguinha dizia que a melhor identificação do Governo Municipal deveria ser um rolo de fita durex porque obras importantes originais – hospitais, escolas, etc. – não existem, mas apenas remendos.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

PERGUNTAR NÃO OFENDE

A gripe suína infecta espírito de porco?
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OPINIÃO

O PASSEIO DE GEDDEL
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, fez um pouso de emergência nesta quinta-feira (7) na Paraíba. De emergência política, explica-se. O roliço baiano auxiliar de Lula veio trazer o que há de melhor na Esplanada dos Ministérios: conversa fiada. Não deixou um centavo, deu um show de fastio com a imprensa e tentou disfarçar o caráter político de seu périplo por alguns Estados do Nordeste.
Geddel, na política baiana, sobressaiu-se com as naturais mudanças de gerações. Enquanto ACM e Roberto Santos davam as cartas ele ainda andava de calças curtas. Teve um brilho repentino após a morte do filho de ACM – Luiz Eduardo Magalhães – porque, na Bahia como na Paraíba, demora muito para ocorrer a renovação das lideranças. E quando elas se renovam, é para pior.
Geddel, como ministro da Integração Nacional, está enfrentando uma singularidade: a maioria dos Estados mais atingidos pelas chuvas é governada por correligionários do partido dele - o PMDB. Santa Catarina, Paraíba ,e Maranhão são peemedebistas. Bahia e Ceará estão em mãos de aliados, do PT e do PSB, respectivamente.
Geddel alimenta a esperança do PMDB indicá-lo candidato a vice numa chapa encabeçada pela petista e torturada Dilma Roussef. Hoje é o primo pobre dessa estória: Dilma há tempos está na estrada como “mãe do PAC”. Geddel – que um dia foi radicalmente contra a transposição de águas do Rio São Francisco e hoje é o mais entusiasta defensor do projeto – está sendo obrigado a buscar visibilidade em alguns escombros que a natureza amontoou no Nordeste e no Sul.
Geddel desembarcou no campo de pouso denominado de “Castro Pinto”, foi simpático e gentil a fórceps no contato com os jornalistas e saiu como chegou: de mãos abanando. Só faltou dizer que Lula não mandara nada para os desabrigados porque essa chuvarada no Nordeste é uma marolinha. Para não deixar sequer um mísero convênio não precisava o sr. Geddel Vieira fazer esse périplo: uma cadeia de rádio ou uma teleconferência resolveriam. E em matéria de discurso tem gente melhor por aqui, começando por Gilvan Freire, Assis Camelo, Vital do Rêgo e por aí vai.

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