quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

NUVEM DE FUMAÇA

Sob a desculpa de que o projeto não tinha respaldo técnico, a Prefeitura de João Pessoa - que não realizou uma só obra viária de grande porte nos últimos anos - fincou pé e disse que não permitiria a construção, por parte do Governo do Estado, de um viaduto para desafogar o trânsito da avenida Epitácio Pessoa.
Sob as mais esfarrapadas desculpas a Prefeitura de João Pessoa obrigou o Governo do Estado a mudar o local da festa de réveillon que promoveria na orla da Capital e por muito pouco não inviabilizou o evento para não ter a sua própria festa ofuscada.
Sob as mais variadas desculpas agora a Prefeitura de João Pessoa sai derrubando as placas publicitárias do Governo do Estado apenas para que o prefeito-pré-candidato a governador não tenha que circular pela Capital vendo os anúncios das realizações governamentais de quem o ajudou duas vezes a se eleger alcaide.
De desculpa em desculpa vai caindo a máscara que esconde a intolerância, a arrogância, a prepotência e outros atributos infelizes que dominam a Prefeitura de João Pessoa numa administração que, adormecida no útero da megalomania, pretende se expandir por todo o Estado.
Os adeptos da aliança do Prefeito com o ex-governador Cássio Cunha Lima não conseguem articular uma só justificativa inteligente para explicar uma aliança com quem passou seis anos no Palácio da Redenção e nunca deu atenção à Capital.
A pirotecnia da Prefeitura é grande em relação aos projetos bancados pelo Governo Federal, mas essa nuvem de fumaça não suportaria a avaliação crítica se comparar a atual administração pessoense com outras, espalhadas pelo país. É uma administração de pequenas realizações, como pequena é a mentalidade de quem lhe voz.

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SOIS REI, SOIS REI...

Está enganado quem pensa que o sonho de consumo do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), é ser governador.
Na realidade ele gostaria, mesmo, era de ser proclamado rei, imperador ou qualquer coisa igual ou maior.
Tanto que o endereço pessoal dele, no twitter, é...
@realrcoutinho.
Te cuida, Adriano!

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CONGRESSO JURÍDICO

De Higino Vieira recebo o seguinte e-mail:
O I Congresso Jurídico pela Vida - um evento bem interessante, acontecerá em João Pessoa no próximo dia 6 de fevereiro, em prol da Casa da Criança com Câncer que receberá toda a renda do Congresso.
O evento contará trará à cidade grandes nomes do Direito brasileiro, como o Procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pela Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Haverá ainda um painel sobre Improbidade Administrativa, outro sobre Terceirização no Direito do Trabalho e um painel final sobre novidades na área de Direito Tributário.
O evento conta com o apoio do AEMP, Governo do Estado, do Tribunal de Justiça, da Faculdade Maurício de Nassau, do FMB Cursos Jurídicos e de alguns órgãos de comunicação.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DE VOLTA

Já disse José Américo de Almeida, o Solitário de Tambau: "Na volta ninguém se perde".
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O SOLITÁRIO DE ÁGUA FRIA

O esquema político do prefeito de João Pessoa e pré-candidato a governador Ricardo Coutinho (PSB) não existe. O que existe, na realidade, é o esquema político do ex-governador Cássio Cunha Lima e que derruba todas as teses sobre comprometimento ideológico do alcaide pessoense.
Coutinho embarcou na nave-mãe de Cássio e, com isso, tornou-se apenas mais um agregado de um aglomerado de interesses que visa unicamente o poder e suas benesses. Não que isso esteja errado, compreenda-se, num país onde a negação dos compromissos é uma constante e cada vez mais seduz as novas gerações.
Da noite para o dia o chamado “Coletivo Ricardo Coutinho” foi engolido pela tropa de choque de Cássio e os flagrantes armados pela assessoria do candidato a governador – abraços, conchavos, etc. – demonstram somente que ele é um ente solitário, dependente do clã Cunha Lima e sem acompanhantes.
Desde que ascendeu à condição de vereador em João Pessoa, numa carreira fulminante que envolveu um mandato e meio de vereador e mais um mandato e meio de deputado estadual, Ricardo marcou época no PT por comandar uma facção que se pretendia maior que o partido. E não era.
Por seu estilo personalista e autoritário, que exala arrogância para todos os lados, costuma transferir seus defeitos e do “Coletivo Ricardo Coutinho” para os desafetos, sobretudo jornalistas. Sua agressividade para constranger repórteres chega a ser patética. Se acha forte para os fracos, mas é fraco para os fortes.

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