sexta-feira, 29 de maio de 2009

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Foi muito bom para o Botafogo a decisão da Justiça do Trabalho em determinar que o clube comece a pagar – e parceladamente – quem tem a receber ações trabalhistas abaixo dos R$ 10 mil.
Estaria perfeito se essa mesma parcimônia fosse demonstrada pelos senhores juízes e senhoras juízas do trabalho quando há ações trabalhistas contra pequenas empresas.
Ao contrário da simpática decisão em favor do Botafogo, os magistrados baixam o sarrafo nas pequenas empresas, obrigando-as a quitar os débitos – alguns até com cálculos feitos por advogados e seus clientes inescrupulosos – à vista, mesmo quando há proposta pelo parcelamento.
O TRT não está nem aí: com os altos salários que todos ganham, ali, quem vai se preocupar com uma empresa a mais ou a menos gerando emprego e renda na Paraíba?
Nesse Estado, onde a Justiça deveria ser técnica, está entregue a justiceiros sociais: todo empregado é coitadinho e todo patrão é desonesto.

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REAL QUEBRADO

Uma demonstração do descaso do Banco Real com seus clientes pode ser visto no Fórum Cível da avenida João Machado.
Um advogado tentou receber seu salário do Governo do Estado nesta sexta-feira (29) no caixa eletrônico instalado no térro do fórum, mas não conseguiu.A máquina estava quebrada.

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MARCOS E RAMALHO

Os internautas que acessam este site só têm a ganhar com o ingresso do jornalista e ex-deputado Ramalho Leite, dono de um raciocínio fulminante, no espaço dos blogs.
Na reportagem, temos o retorno do jornalista Marcos Lima, colocando o texto objetivo a serviço da boa informação e que, logo mais, estará também com seu blog pessoal em nosso espaço.
Como diria o poeta e superintendente d´A União, Nélson Coelho, é pra frente que se anda.

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

OPINIÃO

TSE DÁ OXIGÊNIO
Ainda é cedo para aquilatar o grau de importância que a decisão do TSE pode exercer sobre a política paraibana ao manter intocáveis os mandatos do governador José Maranhão (PMDB) e do senador Cícero Lucena (PSDB). Ambos receberam atestados de idoneidade da Justiça e vão exibi-los exaustivamente nas próximas campanhas eleitorais.
A decisão do tribunal que cassou Cássio Cunha Lima há pouco menos de quatro meses de imediato estabelece o afastamento da possibilidade de nova eleição para o Governo do Estado, caso a ação contra Maranhão tivesse sido aceita pelos doutos ministros. E, por extensão, impõe ao ex-senador Ney Suassuna o exílio político pelo menos até as eleições de 2010.
Passada a sessão do TSE na qual foram tomadas essas decisões, nesta terça-feira (26), imagine-se por exemplo, os efeitos que o inverso causaria nos cenários políticos paraibano e nacional. O PMDB perderia um governador e ganharia um senador e o PSDB perderia um senador e ganharia um governador (pelo menos interinamente a cadeira seria ocupada pelo presidente da Assembleia, Legislativa, Arthur Cunha Lima, que é tucano).
O mundo estaria virado de cabeça para baixo. O que era ontem hoje já não seria mais. Pareceria enredo de filme de ficção, mas essas podem ser as voltas que a vida dá em função das lides jurídicas. PMDB e PSDB, como se vê, ficam do jeito que estão. Ou talvez, como diria Caetano Veloso.
O atestado de idoneidade, repito, dado a Maranhão e a Cícero concede-lhes, também, a oxigenação que precisavam para apresentarem-se diante da platéia como candidatos ao Palácio da Redenção em 2010. Se Maranhão ainda não disse se é – ou não – candidato, é difícil imaginar que Cícero Lucena esteja blefando, ganhando musculatura para desistir adiante.

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FALTA UM “XERIFE”

É voz corrente, nos ambientes onde se respira política em João Pessoa, que o governador José Maranhão está com uma boa equipe, mas falta alguém cobrador.
Há quem admita, até, que falta um auxiliar que faça o trabalho de “xerife”, dentro do Governo.
Como o Governo tem pouco tempo para deslanchar, fica a sugestão.

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