sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CALOTEIROS ESTÃO RADIANTES

Os prefeitos paraibanos acostumados ao calote e ao trambique – e não são poucos - estão radiantes.
A deflagração da greve dos bancários, neste momento, caiu como uma luva para que tenham mais uma desculpa a fim de não quitarem os débitos com fornecedores e prestadores de serviço.
Quando os relatórios do Tribunal de Contas estiverem disponíveis na internet, referentes a esse período de “crise”, finalmente vai-se saber que muitos desses prefeitos agiam de má fé e mentiam para a população.
Um ex-secretário de uma prefeitura do Sertão revelou, esta semana, que o Prefeito da cidade dele não atrasou um dia sequer o compromisso com a concessionária do carro importado que comprou em janeiro, mas atrasou o salário de dezenas de prestadores de serviço.
O secretário, que não é tolo, tem cópia da nota fiscal e até de um cheque, assinado pelo Prefeito, no pagamento de uma das mensalidades do carro.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PAUTA DO PSONLINEBR.COM

Gutemberg Cardoso não disse, mas ao levar o desembargador Marcelo Romero ao programa Correio Debate (93.5 FM de João Pessoa) para ser entrevistado nesta quinta-feira (24) estava pautado pelo PSonlinbr.com que noticiara, na véspera, o princípio de crise no Pleno do TJ.
O desembargador Marcelo Romero deu duas demonstrações nesta reunião ordinário do Pleno do TJ: coragem, porque “abriu” o verbo contra o lobby de políticos durante o processo de escolha do novo desembargador pelo critério de merecimento; e foi independente não apenas por denunciar o fato, mas por tomar isso como exemplo para tentar mudar alguns procedimentos internos da Justiça.
O PSonlinebr.com noticiou com exclusividade nesta quarta-feira (23) os fatos que ocorreram na parte matinal da reunião do Pleno do TJ e que, à tarde, escolheu – com toda a justiça, sem trocadilho - o juiz João Benedito para a vaga de desembargador, por merecimento.
Este comentário é apenas um auto-reconhecimento de que os portais podem pautar outros meios de comunicação e os pautados nem sempre agem com justiça, sem intenção de trocadilho.

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ATAQUE NOS SEMÁFOROS

Está passando da hora do Ministério Público exigir que a Prefeitura de João Pessoa intervenha nesses ataques contra os automóveis, nos semáforos da Capital, por “lavadores” de para-brisas.
Homens de todas as idades postam-se embaixo dos sinais de trânsito com objetos nas mãos se oferecendo para limpar os para-brisas e mesmo quando o dono do veículo não quer eles jogam água nos vidros.
As mulheres, principalmente, têm sido alvo dos bandos que se aglomeram nas esquinas do centro da cidade e nas proximidades das praias.
A Prefeitura, já em ritmo de campanha eleitoral, não está nem aí.

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COMITÊS ANTI-DROGAS

Uma demonstração do desprezo com que a Prefeitura de João Pessoa trata alguns problemas foi dada pelo vereador Geraldo Amorim (PDT), na sessão da Câmara da Capital nesta quinta-feira (24):
A lei que obrigava a implantação dos comitês anti-drogas nas escolas municipais da Capital havia sido aprovada e sancionada há quatro anos e a PMJP ignorava olimpicamente essa legislação.
Graças á mobilização de segmentos políticos e à determinação do curador do Cidadão, promotor Valberto Lira, a Secretaria de Educação da Prefeitura de João Pessoa “resolveu” implantar os comitês.
Valberto deu prazo de 30 dias para que a Prefeitura adotasse as proviências, mas ainda assim a representante da Educação pediu – e obteve – o elastecimento do prazo para 60 dias.
E o alcaide – com um irdículo senso de humor - usa a propaganda eleitoral para dizer que está em consonância com as aspirações do povo.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A ÁGUIA, A GALINHA E A UNIVERSIDADE FEDERAL NO SERTÃO

Diz a fábula que um ovo de águia foi chocado, por engano, junto com ovos de galinha. Nascidos os pintinhos, todos passaram a ser criados como se fossem galinhas. Assim acreditando, a águia passou a viver, pensar e agir como galinha. Um dia a águia descobriu o engano, reconheceu-se águia e a partir de então, passou a pensar, viver e agir como a águia que era... e alçou vôo para a liberdade!
Disseram que nós do interior (professores, alunos e funcionários) somos "nativos inferiores" e que não temos capacidade, competência e habilidade para construirmos uma Universidade, que seria mais cômodo, melhor e mais garantido deixar que os outros pensassem por nós, decidissem por nós, nos tutelassem e protegessem; garantiram que o que é bom para nós quem sabe mesmo é o povo das cidades grandes... Tal qual a águia tratada como galinha, corremos o risco de pensar que somos incapazes de zelar pelo nosso destino, então, abdicaremos de ser livres, preferindo a tutela.
Quem pode duvidar da capacidade dos nossos professores? Ter o direito de pensar que os nossos alunos não são competentes, inteligentes e esforçados? Desconfiar das habilidades, do zelo e dedicação dos nossos funcionários? O que os outros fazem que não possamos fazer e o que sabem que não saibamos ou que não possamos aprender? Quem não sabe dos inúmeros benefícios que a nova instituição traria para nossa região, com novos campi a serem criados, novos centros e cursos, novas vagas para docentes, funcionários, discentes, novos projetos, perspectivas e oportunidades?
Lembremos o quanto a UFCG já progrediu, em seus poucos anos de caminhada independente! Os dados revelam que Patos, Pombal, Sousa e Cajazeiras, juntas, possuem todos os requisitos exigidos por lei para a criação de uma Universidade Pública Federal. Não falta um requisito sequer. O que pode estar faltando para que o Sertão tenha a sua universidade, se os números dizem que já temos mais do que o mínimo necessário para começar, podendo, até, incluir Itaporanga e São João do Rio do Peixe? Talvez só nos falte tomarmos consciência, como a águia da fábula, daquilo que realmente somos: uma comunidade universitária responsável e séria, competente e capaz de planejar o seu futuro, dirigir o seu destino, enfim, ser livre.
“Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela”, disse Bernard Shaw. Não é o nosso caso, é? Prefiro crer como Paulo Freire: “(...) Se alguém não é capaz de sentir-se e saber-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta ainda muito que caminhar, para chegar ao lugar de encontro com eles. Neste lugar de encontro, não há ignorantes absolutos, nem sábios absolutos: há homens que, em comunhão, buscam saber mais.” A criação da Universidade Federal no Sertão (qualquer que seja o nome que se queira lhe dar) está ao alcance das nossas mãos, mas, é preciso ter fé, querer, unir esforços, organizar as ações e pleitear... alçando vôo para a liberdade!
Sousa, 22 de agosto de 2009.
Joaquim Cavalcante de Alencar (Professor e atual Diretor do CCJS/UFCG)

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