terça-feira, 19 de agosto de 2008

TAVINHO ACOSSADO

O vereador Aristávora Tavinho Santos (PTB) está sendo acossado pelos antigos e novos candidatos, em seu principal reduto eleitoral, o bairro do Roger.
A um interlocutor que encontrou no Manaíra Shopping, Tavinho confidenciou que suas bases estão sendo “bombardeadas” pelo ex-presidente da Câmara, Fernando Milanez (PMDB).
Outro amigo de Tavinho dizia, há poucos dias, que Raíssa Lacerda (DEM), filha do vice-governador José Lacerda Neto, tem feito incursões bem-sucedidas na mesma área.

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terça-feira, 12 de agosto de 2008

TREINADOS PARA MENTIR

Um amigo deste blog narrou nesta terça-feira (12) a decepcionante descoberta que fez no domingo (10): os atendentes da Energisa, a ex-Saelpa, segundo ele, são treinados para mentir ao cliente ou usuário, como queiram.
Por volta do meio-dia do domingo, Dia dos Pais, faltou energia na residência do usuário no bairro dos Estados. Com a família começando a se reunir para comemorar a data, num lauto almoço, tomou a iniciativa de ligar para a Energisa, identificou-se e ouviu a triste informação de que o corte era programado e só voltaria às 16 horas.
O cliente reclamou que não havia qualquer informação sobre a suspensão temporária do serviço. O atendente retrucou dizendo que a falta de energia havia sido anunciada pelas emissoras de rádio e um jornal “de grande circulação”. Foi anunciada na TV?, indagou o usuário. “Não, não precisa”, respondeu um irritado atendente.
O atendente disse que o usuário tem obrigação de acompanhar rádio e jornal para saber o que a Energisa informa. O usuário retrucou que não tinha essa obrigação. Nesse momento o cliente descobriu que o atendente estava mentindo: a energia voltou e não foi mais desligada durante todo o domingo. O que comprovava que não havia sido programada nenhuma ação da empresa que detém o monopólio local da distribuição de energia.
Todo o problema reside nessa palavra: monopólio.

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OPINIÃO

CAI MAIS UMA CAIXA-PRETA
Graças à iniciativa da Justiça, à intervenção da Polícia Federal e à coragem de alguns vereadores parece que, finalmente, vai ser aberta mais uma caixa-preta eleitoral que não é “privilégio” de João Pessoa, que é a do “vendedor de votos” disfarçado de líder comunitário ou pastor evangélico.
Há muito – e bote muito nisso – se sabe que há esse comércio de votos, não apenas para vereador, mas para todos os cargos eletivos – governador, senador, deputado federal ou estadual. Os diversos segmentos envolvidos no combate a essa prática nefasta sempre esbarrou em alguns obstáculos.
O cipoal de leis que envolve uma eleição, por exemplo, é uma dessas barreiras praticamente intransponíveis. A Polícia faz a sua parte, o Ministério Público faz a dele, a Justiça tenta fazer a dela, mas poucos são punidos ou ninguém paga pela ilicitude praticada durante os períodos eleitorais.
Na Paraíba há inúmeros casos, de eleições antigas ou recentes, cujos acusados passeiam livremente pelas ruas da Capital e do interior sem serem molestados, alguns exercendo as mesmas atividades que exerciam sem que sejam perturbados nas suas sacrossantas funções.
Em certa eleição não muito distante soube-se que um candidato a deputado estadual com bases no interior contratou duas mil pessoas, na Capital, para fazer a chamada “boca-de-urna” proibida pela legislação por expressiva quantia em dinheiro. Deu-se duplamente mal: não foi eleito e, para completar, teve um número de votos em João Pessoa inferior ao de contratados para “trabalhar” no dia da eleição.
Mais surpreendente é que esse mesmo candidato declarou, há poucos dias, que a Justiça estava sendo muito rigorosa, etc., com os postulantes a uma cadeira de Prefeito ou de vereador. Rigorosa? Desde quando cumprir a lei é algo “rigoroso”? A Justiça tem sido até branda, diga-se a bem da verdade.É bom que os procedimentos iniciados para detectar esses “comerciantes de votos” não morram nop nascedouro. É necessário a Polícia Federal, o Ministério Público e – principalmente – a Justiça, chegar a esses camelôs – com todo respeito aos vendedores informais – e os ponha na cadeia. Se um for punido intimidará o aumento do assédio nas eleições futuras.

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RUY RESSABIADO

Há quem garanta que o dublé de deputado e secretário estadual Ruy Carneiro (PSDB) é o mais contrariado com a chegada de Flora Diniz à Assembléia Legislativa.
Segundo essas fontes, Ruy não aprovou o acordo que o governador Cássio Cunha Lima fez com Flora, em Princesa Isabel, visando a campanha para o Senado em 2010.
É que Ruy é votado naquele município, mas pela família Pereira, arquiinimiga da família Diniz, do conselheiro Nominando, do Tribunal de Contas.
Para Ruy restou o velho adágio popular: manda quem pode, obedece quem tem juízo.

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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

INCONVENIÊNCIA PELO BARULHO

O Tribunal Regional Eleitoral deveria disponibilizar telefones e fiscais em horários fora do expediente comercial para punir inconveniências de candidatos.
Não têm sido poucas as pessoas incomodadas com carros de som estacionados nas proximidades de comitês de candidatos que, num verdadeiro abuso, tocam jingles de campanha em volumes inconcebíveis.
No feriado de terça-feira passada, no centro da Capital, por pouco não houve um sério entrevero por causa de um trio elétrico que castigava ouvidos da vizinhança de um comitê.
Se o candidato e seus cabos eleitorais não respeitam a vizinhança, como irão respeitar os eleitores se forem eleitos?

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