sexta-feira, 3 de outubro de 2008

ECOS DO DEBATE

Os principais candidatos à Prefeitura não foram poupados de críticas por causa de alguns posicionamentos no debate promovido pela afiliada da Rede Globo em João Pessoa.
O deputado João Gonçalves (PSDB), por exemplo, era criticado nesta sexta-feira (3) por funcionários estaduais por ter reclamado dos qüinqüênios dos funcionários municipais, mas na Assembléia votou a favor do projeto do Governo que “congelou” qüinqüênios.
As críticas ao prefeito Ricardo Coutinho (PSB) foram mais amplas: por ele achar que nepotismo não é corrupção, por achar normal não fazer licitação para o recolhimento do lixo e por não ter demitido ninguém responsável pelo estrago e sepultamento de oito toneladas de feijão doadas pelo Governo Federal.
Outra crítica ao alcaide foi por dizer que havia feito uma ampla coligação sem ter oferecido cargos na Prefeitura.
Quer dizer que PTB, PMDB, PPS, PT e PCdoB, entre outros, entregaram seus cargos?

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Opinião


MANAUS, UM CANTEIRO DE OBRAS
Estive em Manaus há poucos dias e algumas coisas me impressionaram. Não quero colocar mais tinta do que a tela pode suportar, mas é necessário revelar que não são apenas alguns Estados do Nordeste que desembestaram no desenvolvimento de ações sociais, mas o Amazonas também.
É impressionante como, naquele pedaço do Norte do Brasil, se sente a presença dos governos. Do Federal, do Estadual e do Municipal. O BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social igualmente faz a sua parte. E, aparentemente, a integração é perfeita.
Manaus é um canteiro de obras. Constrói-se viadutos de um lado, restaura-se pontes entre bairros, dá-se novas paginações a estações de embarque e desembarque de pessoas à beira do Rio Negro, começa a ser montado o cronograma para construção da megaponte Manaus-Manacapuru e por aí vai.
Mas o que realmente impressiona, como me disse um sobrinho, é um programa "de resgate da cidadania dos moradores à beira do igarapés". É um troço chamado Prosamin. Pense numa coisa bonita e sensível! Não se trata desses conjuntos habitacionais convencionais, de casas ou galpões disfarçados de apartamentos.
São moradias bonitas, com áreas de lazer para adultos e crianças, espaço para festas ao ar livre – quando a chuva deixa – e otras cositas más. O mais importante do Prosamin, contudo, talvez não seja a obra de pedra e cal, mas – como escrito acima – o resgate da cidadania.
As famílias, antes confinadas a palafitas velhas e mal-acabadas, são reintegradas á sociedade no mesmo habitat que ocupava. Os órgãos públicos derrubam os velhos barracos de madeira e, nesses lugares, aparecem os prédios de apartamento com as inovações. Importante: o morador não paga nada pela nova casa.
Outro ponto que também impressiona é o investimento feito pelo Governo do Estado na área da segurança. A Polícia trafega em carros importados e, segundo informações extra-oficiais, um soldado ganha cerca de R$ 3.800,00 de salário mensal. Não é tarefa fácil, naquele ponto do país, considerado um entreposto de drogas do país.

Por que tudo isso? Não se trata de generosidade. Foi em Manaus onde Lula teve, proporcionalmente, a sua maior votação e ali os políticos brigam pelos votos, mas se unem em defesa do interesse do Estado. Diferente de outros pontos do país onde prevalecem a politicagem à moda antiga, o egoísmo e a mesquinharia.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Opinião

PREVALECEU O BOM SENSO
Tudo indica que a pulverização das tropas do Exército pelo Estado da Paraíba, no período eleitoral, ocorrerá sem traumas, mas que os movimentos do xadrez político anteriores à convocação das tropas federais vai deixar seqüelas, é lógico que deixará nos segmentos estatais.
Felizmente o bom senso prevaleceu e o Tribunal Regional Eleitoral convenceu-se de que o acirramento de ânimos capaz de justificar a convocação de tropas federais não é um fenômeno exclusivo de Estados como Amazonas, Pará, Rio de Janeiro e Mato Grosso, entre outros.
Desde que o Brasil foi descoberto sabe-se que as policiais locais não têm condições de apartar brigas políticas. Não há isenção absoluta de quem é comandado por um segmento político que tem outro a fustigá-lo. O TRE-PB bem que pensava em romper esse círculo vicioso, mas rendeu-se à realidade.
Evidente que o presidente da Corte Eleitoral, desembargador Nilo Ramalho, confiava em contar apenas com as tropas comandadas pelo secretário de Segurança, Eitel Santiago, e pelo coronel Kélson Chaves, mas as vozes dos juízes que vivem o calor de refrega terminou gritando mais alto.
Nem de longe pode-se imaginar que a Polícia Militar esteja despreparada para reprimir situações de conflito, mas o problema é que parte da credibilidade do contingente da PM tem se exaurido em situações vexatórias, apesar da maioria do seus oficiais ser bem preparada para acontecimentos de grande e médio portes.
Também em ocasiões anteriores, quando outros eram secretários de Segurança e comandantes da PM, imaginou-se que a PM e a Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Federal, daria cabo da missão de controlar os ânimos entre facções políticas. Esse filme, portanto, é antigo.
O esquema verde-oliva já está se preparando para entrar em campo no “Dia D” e isso não quer dizer, evidentemente, que os tumultos serão menores e que as confusões vão sumir num passe de mágica. Mas que aquela farda saída do Grupamento de Engenharia impõe respeito a muito sujeito brabo, isso impõe.

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EXPECTATIVA EM PATOS

Todas as atenções do eleitorado de Patos estão voltadas para Brasília, mais especialmente para o Tribunal Superior Eleitoral.
É que a qualquer momento pode entrar em pauta o julgamento da impugnação – ou não – da candidatura do deputado Dinaldo Wanderley (PSDB) a prefeito.
Enquanto seu lobo não vem, como diz a historinha infantil, Dinaldo vai tocando a campanha num clima de aparente normalidade.

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COMPRA DE VOTOS

Um arguto observador da cena política paraibana diverte-se com as informações de que os fiscais do TRE e agentes da Polícia Federal não pegam nenhum peixinho que compra de votos durante as madrugadas.
“Não pegam porque não querem. Se armarem o circo e fizerem tudo certinho, vão acabar com o sonho de alguns”, argumenta esse observador.
Pelas informações que chegam a esse blog, o que estão distribuindo de feira – hoje cesta básica – no interior, não é brincadeira.

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