quinta-feira, 11 de junho de 2009

LEMBRANDO PERNAMBUCO

No artigo que encabeça seu blog, aqui ao lado, o parceiro Germano Ramalho enaltece o projeto do deputado estadual Dunga Júnior (PTB) que pretende valorizar o forrozeiro paraibano, obrigando que as festas juninas sejam animadas – quando utilizar dinheiro público – por artistas “pé de serra”.
Germano desfia um rosário de argumentos, todos importantes e pertinentes, apoiando a iniciativa do parlamentar do Cariri, filho do velho Dungão de Boqueirão e que, por enquanto, está cuidando das suas vacas de leite.
É necessário, porém, acrescentar aos argumentos de Germano o exemplo de Pernambuco que proibiu, durante o carnaval, o uso de axé e outras baboseiras baianas, nos seus eventos. Em Pernambuco dominam o frevo, o maracatu e outras manifestações culturais locais, sem se importar se os empresários estão ganhando ou perdendo dinheiro. Há outros valores mais importantes.
Dunga Júnior merece parabéns pela iniciativa e Germano, igualmente, por repercutir o tema. Eis porque nosso Ramalho não podia ficar fora da mídia.

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PREFEITURA DA FIRULA

Quem conhece um pouco de administração e muito de marketing sabe que a atual administração municipal, em João Pessoa, é péssima no primeiro aspecto e excelente no segundo.
A Prefeitura de João Pessoa vive, atualmente, de firulas e o Ministério Público – antes interessado em mostrar rigorosidade na dita “fiscalização” - faz de conta que não está vendo o descalabro com o dinheiro público na Capital, sobretudo agora que se fala numa possível composição entre Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima.
Quem se der ao luxo de observar verá que a PMJP vive de colocar “meia sola”, como se dizia antigamente, em tudo o que vê e nem termina.
João Pessoa é um canteiro de obras...
...inacabadas.
Vá um prefeito do interior fazer o que o da Capital faz e já estaria nas barras da Justiça.
Quando vir alguém derramando-se em elogios à administração de Ricardo Coutinho é porque está pessoalmente ou tem alguém próximo se locupletando dessa firulagem oficial.
Mas os números estão chegando ao Tribunal de Contas.
Qualquer dia desses o pavão voa.

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A GLOBO ESTÁ PENANDO

Está enganado quem pensa que só os pequenos sofrem: os grandes também tem suas cotas de stress.
Que o diga a poderosa Rede Globo que sobrevive do ridículo expediente de empurrar goela abaixo do telespectador o seu projeto de realimentação através dos ídolos de barro que cria nas novelas, nas misséries, etc...
A Globo, há duas semanas, está sendo obrigada a iniciar as chamadas do Fantástico já na segunda-feira, tal o desabamento da audiência do xaroposo programa das noites domingueiras.
Na semana passada, a apresentadora Patrícia Poeta praticamente não saiu dos estúdios da Globo fazendo chamadas “ao vivo” do Fantástico em quase todos os programas.
Tudo isso porque o insosso Fantástico disputa audiência com um ridículo reality show da Record chamado Fazenda, uma imitação grosseira do programa mais imbecil da TV brasileira, o Big Brother.

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NAS NUVENS

Comenta-se que o empresário João Gregório está nas nuvens depois de um encontro com o staff governamental do Estado no restaurante Bargaço.
João não esperava ser tão bem tratado logo no início da nova administração estadual, mas o dinamismo da política paraibana – lembram-se do filósofo Manuel Gaudêncio? – supera tudo que se imagina.
As empresas de João até arrefeceram um pouco a defesa que faziam, com unhas e dentes, da administração de Ricardo Coutinho.

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segunda-feira, 8 de junho de 2009

OPINIÃO

OS PSBs DA PARAÍBA
Há dois Partidos Socialistas Brasileiros na Paraíba. Há um PSB da Prefeitura de João Pessoa e um PSB do Governo do Estado. Há um PSB amparado na folha de pagamento da Prefeitura da Capital, grudado no prefeito Ricardo Coutinho. Há um outro PSB que acompanha o governador José Maranhão aonde ele estiver.
Dias atrás Maranhão estava na Rádio Tabajara concedendo entre vista aos jornalistas e, com ele, estava o deputado federal Marcondes Gadelha, que é do PSB. Neste fim de semana (como em outros) Maranhão estava em Guarabira e quem estava ao lado dele era o deputado federal Manuel Júnior, que é do PSB.
Ricardo Coutinho tem sido visto em diversos municípios – Mamanguape, Campina Grande, Guarabira e Cabaceiras – e consegue arregimentar, dentre lideranças de peso, o deputado federal Armando Abílio, que é do PTB e não do PSB. O alcaide pessoense consegue atrair, no máximo, pequenas lideranças locais.
É ingenuidade imaginar que alguém pode ser candidato a governador de um Estado perambulando pelos municípios sem a companhia de seus companheiros de partido com mandatos importantes – deputados federais e estaduais – e vendo esses seus correligionários paparicando o governador, que é filiado a outro partido.
Para Ricardo, até onde a vista alcança, Maranhão é um adversário. Para algumas lideranças do PSB paraibano Maranhão continua sendo o mesmo aliado de 2006. E não venham os socialistas municipais dizer que o “racha” deve ser debitado na conta dos parlamentares.
Nada disso. O problema é que o prefeito Ricardo Coutinho imaginou que as proeminentes lideranças do PSB paraibano – como Manuel Júnior, Marcondes Gadelha, Nadja Palitot e Guilherme Almeida, entre outros – se sentiriam intimidados como aconteceu tempos atrás com o PT quando o então deputado hoje alcaide resolveu apostar no “racha” para fazer a careira solo.
O problema, agora, é que as lideranças do PSB que estão com Maranhão tem oxigênio próprio, respiram com seus próprios narizes, não compõem nenhum “coletivo” que lhes obrigue a viver sob a dependência de Coutinho, a não ser pelos critérios da fidelidade partidária.
O egocentrismo de Coutinho parece não ter limites. Está destruindo o PSB como quase destruiu o PT paraibano. O Partido dos Trabalhadores conseguiu se redimir em parte dessas perdas compondo a chapa de Maranhão em 2006 com Luciano Cartaxo. Se Ricardo soubesse que o destino reservaria esse espaço privilegiado para o PT em 2009 por certo não teria deixado a legenda petista.

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