sexta-feira, 17 de julho de 2009

BOLA CHEIA

O senador Cícero Lucena (PSDB) sentiu seu balão inflar quando o governador e presidenciável José Serra fez-lhe rasgados elogios em entrevista a uma emissora de rádio de João Pessoa.
O problema é que os afagos de Serra podem ser importantes, mas importantíssimos são os de Cássio.
Que, até agora, só são endereçados a Ricardo Coutinho.

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É SÓ COINCIDÊNCIA

O Palácio da Redenção distribuiu a agenda do governador José Maranhão nesta sexta-feira (17) anunciando que irá a Campina Grande participar dos festejos pelos 60 anos da Fiep e, depois, a Alagoa Nova, no Parque da Lagoa.
Imaginem quem já estava programado para participar dos dois eventos?
Acertou quem pensou “deputado João Gonçalves (PSDB)”.
Com bom humor, João diz apenas que o possível encontro com Maranhão será “mera coincidência”.

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sábado, 11 de julho de 2009

A REUNIÃO DOS GOVERNADORES

Seis governadores, um vice-governador e dois secretários estaduais de Planejamento de Estados do Nordeste se reuniram em João Pessoa nesta sexta-feira (10) e tiveram a companhia de três ministros que, convenhamos, não representam estrelas de primeira grandeza do Governo Lula porque são os que tem os menores orçamentos da Esplanada: Luiz Barreto (Turismo), Juca Ferreira (Cultura) e Orlando Silva (Esportes).
Para uma região problemática como o Nordeste e um Estado pobre como a Paraíba, nada mau. Poderia ser melhor se Lula mandasse, por exemplo, o Ministro do Planejamento vir sentir o cheiro da maresia ou destacar a pré-candidata Dilma Roussef para invocar as bênçãos de Iemanjá nas águas de Tambaú. Esses dois, sim, tem peso nas reuniões ministeriais e voz forte na definição dos gastos orçamentários.
Os governadores tentaram dar uma conotação técnica à reunião, sobretudo por conta da urgência em resolver problemas na área do turismo e devido à aproximação dos prazos para abertura dos processos licitatórios visando as obras necessárias para viabilizar a Copa de 2014 em alguns Estados. Mas a reunião, pela árida carta distribuída ao final do encontro diz bem dos objetivos políticos que permeavam essa reunião.
Os governadores tentam dar a impressão de que o Nordeste está unido. Pode até estar em alguns aspectos, sobretudo na política, porque Lula tem como aliada a maioria dos governadores. O problema é que união não gera emprego, renda, comida, desenvolvimento, etc. Tudo isso precisa de políticas públicas e essas só podem ser implementadas com dinheiro, coisa que o Governo Lula – como todos os outros – gosta muito de arrecadar, mas não gosta de liberar.
Dos 15 itens da chamada Carta de João Pessoa, oito são dedicados à cultura. É bom saber que o Governo Lula se preocupa tanto com a cultura, o ministério que proporcionalmente teve mais verbas contingenciadas quando se descobriu que a crise econômica mundial não era uma marolinha.
Será difícil descobrir a real finalidade dessa reunião dos governadores nordestinos, mas espera-se que seja ela qual for consiga sensibilizar o Governo Federal para os problemas do mundo real num Estado como a Paraíba, espremida entre gigantes que recebem portos, aeroportos, siderúrgicas e refinarias. Aqui, quando muito, caem algumas migalhas.

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TIÃO TÁ CERTO

Concordo em gênero, número e grau com Tião Lucena:
Alguns integrantes do Governo Maranhão ainda estão pisando no chão porque a lei da gravidade não foi revogada.
Algumas sequer demonstraram competência, até agora, para justificar suas escolhas para alguns cargos.
Pelo ar de enfado que colocam diante do nariz deveriam estar na equipe do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho.

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ZENÓBIO IRRECONHECÍVEL

Desde 27 de maio, quando o pedido de autorização feito pelo Governo do Estado para contrair o empréstimo de R$ 191 milhões junto ao BNDES chegou ao Poder Legislativo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Zenóbio Toscano, está irreconhecível.
Outrora um parlamentar mais do que ponderado nas funções que exerceu, dentro e fora da Assembleia, Zenóbio revestiu-se de uma armadura bélica intransponível depois de ascender à cadeira mais importante da CCJ. Tem colocado a experiência, a vivência, a inteligência e principalmente o conhecimento da burocracia legislativa para torpedear o Governo e, por via de consequência, quase provocar uma paralisia no desenvolvimento do Estado.
A lógica recomenda observar que Zenóbio está jogando um jogo e, como qualquer outro jogo, existem regras de probabilidades. Pode acabar ganhando, mas pode perder. Se der certo, o que é improvável, não cai sozinho, mas leva a Paraíba junto. Se acertar, manda um pedaço da Paraíba para o quinto dos infernos e uma parte considerável desse Estado sai perdendo.
A lógica também manda lembrar uma frase constantemente repetida pelo falecido governador Antônio Mariz: “Jabuti não sobe em árvore. Se você vir um jabuti em cima de uma árvore é porque alguém o colocou lá”. Zenóbio está na presidência da CCJ porque alguém o colocou lá e o colocou com uma certeza: a de que ele iria defender, com unhas e dentes, os interesses de quem o colocou lá.
Os interesses políticos e não-políticos que movem Zenóbio na poderosa CCJ não são, na essência, muito diferentes dos interesses políticos e não-políticos que movem Arthur Cunha Lima na presidência da Assembleia Legislativa e de José Maranhão no Governo do Estado. Todos estão, de uma forma ou de outra, defendendo os seus interesses políticos e não-políticos.
Os outros 34 deputados da Casa de Napoleão Laureano, nos últimos dias, tem sido tratados como coadjuvantes desse jogo. Quer sejam de Situação ou de Oposição, a maioria – e bote maioria nisso! – de deputados estaduais está à deriva, atua na Casa de Epitácio Pessoa ao sabor das vontades de um comandante – Arthur Cunha Lima – e de um subcomandante – Zenóbio Toscano. Os deputados são barquinhos soltos na imensidão de um mar revolto. Querem acabar com o confronto entre Legislativo e Executivo, mas como desconhecem o sentido da palavra “coletivo” são facilmente manipuláveis.
Na essência desse problema observa-se que os deputados paraibanos – como todos os demais deste país - atuam individualmente, não tem nenhuma afinidade uns com os outros, conversam entre si mais por sociabilidade ou necessidade profissional do que por finalidade.
Zenóbio não devia manchar sua biografia associado à falta de senso de alguns dos seus aliados. A Paraíba não merece o que está acontecendo na Assembleia Legislativa.

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